NATUREZA EM CHAMAS, abordou um dos maiores dramas ambientais da Brasil, a queimada das florestas, traduzido na expressão dos animais em dramáticas 18 fotos preto e branco.
Sérgio Roberg: Desde os 12 anos, quando ganhou sua primeira câmera, Sérgio Roberg descobriu que a fotografia seria para ele mais do que um ofício — seria uma forma de olhar para o mundo. Ao longo de uma carreira marcada pela versatilidade, trabalhou como fotógrafo profissional, jornalista e publicitário, transitando entre redações de grandes jornais e editoras, os estúdios das redes Globo e Bandeirantes, e as agências de publicidade, onde chegou a ocupar o cargo de diretor de criação e dirigir filmes publicitários.
Graduado em Comunicação Visual pelo IADE – Instituto de Artes e Decoração e especializado em Design Gráfico, construiu uma sólida trajetória no universo da comunicação, sem nunca abandonar o olhar atento e poético do fotógrafo. Em 2005, Roberg voltou-se para a fotografia autoral e para o registro da vida selvagem nas florestas, consolidando uma produção que reafirma a potência da imagem como arte engajada e instrumento de conscientização ecológica.

Reconhecido desde cedo, recebeu importantes prêmios como a Medalha de Ouro e o Grande Prêmio no Salão Nacional de Belas Artes (1973), o Grand Prix Compasso d’Argento, na Itália (1977), e a Medalha Emilio Schenk, no Congresso Nacional (1987). Entre suas exposições mais marcantes estão a individual Retratos da Barra (Galeria Prestes Maia, 1969) e participações em coletivas no Museu Aberto de Fotografia, em parceria com o MACS – Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba.
Mais recentemente, foi premiado duas vezes no Le Plus Grand Concours Photo du Monde, na França, em 2014 e 2015, reafirmando a relevância de seu olhar contemporâneo sobre a natureza. Em suas imagens, Roberg transforma paisagens e criaturas em símbolos de um diálogo urgente entre homem e ambiente, convidando o espectador a refletir sobre a beleza e a fragilidade do planeta que habitamos.
